A minha relação com o filme Valentina

Atualizado: Mai 30

Por Pedro Diniz*

O meu primeiro contato com a Campo Cerrado Produções foi durante o processo de pesquisa do filme Valentina. A produtora me procurou para relatar minhas experiências enquanto um homem trans para que, assim, pudessem entender nosso cotidiano e tornar o roteiro mais sensível e próximo à realidade. Nesse processo, trabalhei ao lado da Sofia Carneiro, uma mulher trans que também fez parte do projeto.


O cuidado com o roteiro me deixou bastante animado. Foi uma troca de experiências incrível. Nessa ocasião, também tive a oportunidade de mostrar o meu interesse pelo audiovisual.



Logo depois, a Campo Cerrado presenteou a mim e Sofia com um convite para entrar para a equipe do curta-metragem "Iara", rodado em 2017. Registrei o processo de making-of do filme e cuidei das redes sociais. Sofia foi a maquiadora do elenco. Foi a minha primeira experiência no cinema e, também pela primeira vez, fiz parte de uma equipe com outra pessoa trans.

Com o roteiro de Valentina ainda por ser finalizado, a Campo Cerrado me convidou para trabalharmos juntos em mais uma etapa de pesquisa. Desta vez, sobre o mundo jovem e suas tendências, para auxiliar nos toques finais do roteiro. Também analisamos, através de buscas na redes sociais, influências relacionadas ao universo trans, quando entrevistamos cerca de 50 mulheres trans sobre suas experiências e desafios.


Finalizada esta etapa, auxiliei no casting de atrizes para o filme. A busca por uma garota trans para interpretar Valentina foi um processo incrível. Pude abrir as portas para o sonho de pessoas que fazem parte do mesmo universo que eu.

Foi depois de fazer um teste para o filme, sem muitas pretensões, que surgiu a oportunidade de atuar como Marcão. E pela segunda vez, tive a oportunidade de trabalhar com outra pessoa trans, a Thiessa. Percebi uma equipe totalmente diversa e preparada para lidar com as questões LGBTQ+.


Além de uma relação de muito carinho com o filme Valentina, sinto muito orgulho. A importância da narrativa para os dias atuais é inegável, especialmente no Brasil, o país que mais mata pessoas trans no mundo. A comunidade trans e suas lutas diárias precisam ser representadas. E Valentina faz isso de forma sensível, ao mostrar nossa resistência no ambiente escolar e familiar. O processo cuidadoso de cada etapa da construção do filme me faz acreditar que os resultados serão ótimos.


O filme tem o poder de fazer com que pessoas trans se enxerguem na personagem, assim com eu me enxerguei, e se sintam representadas. Para a minha carreira, considero uma grande experiência. Despertou em mim, o amor pelo cinema. Lembrarei sempre de Valentina como um projeto onde fui bem recebido e, principalmente, ouvido. *Pedro Diniz é publicitário de formação, e trabalhou como pesquisador e ator no filme Valentina.


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